Sempre que me perguntaram como eu andava ou como
estava a vida, sempre respondi que estava tudo na mesma, caminhando lentamente
para o fim... Sempre que respondia isso era comum que as pessoas perguntassem o
porquê do pessimismo, ou o porquê de tanta negatividade.
Hoje estava eu parado, caminhando ao fim, e comecei a
pensar nisso. Resolvi anotar algumas coisas e escrevê-las aqui mais tarde,
sobre como esses pensamentos se estruturaram e o porquê deles existirem.
Pare tudo que estiver fazendo agora e pense, mesmo que
por pouco tempo, em como sua vida é feita e se você realmente está vivendo ou
morrendo.
Isso mesmo meu nobre leitor-amigo, caminhamos SIM para
o fim, caminhamos lentamente, quase nos arrastamos ao pó, ao NADA, de onde
viemos e para onde iremos. Interessante essa ideia internalizada que cada um
tem de vida, esse medo da morte, essa ideia de que viveremos para sempre...
Rsrsrsrsrsrs... Triste fim, não existe vida sem morte, não existe morte sem
vida. A vida nada mais é do que a conclusão da morte, sua obra perfeita, seu
deleite maior... Esse se arrastar eternamente e chegarmos a ela sem força para
fugirmos e, enfim, nos entregarmos...
Enquanto pensava nisso me veio um poema de Gregório de
Matos e lembrei daqueles eternos belos, aqueles que se martirizam por horas em
busca da beleza perfeita (a tentativa de se maquiar à realidade)... Triste
fim...
Fim, sim, fim... A morte de tudo, de todos, de cada um
e cada tudo que vive... Pois se vive irá morrer e a morte, meus caros, é real
assim como é sua vida...
Portanto me diga, como vai a vida???
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