"...NA VERDADE, NADA É UMA PALAVRA ESPERANDO TRADUÇÃO..."

domingo, 23 de janeiro de 2011

A batalha dos poetas

Superficiais,
somos superficiais...
Esse é nosso karma
e ele eu não quero mais...

Nessa folha de papel
somos pequenos grãos de areia...
Nesse mundo superficial
nós passamos de bobeira...

As rotações parecem que nunca irão passar...
De repente, aqui estou eu, escrevendo sem parar...
Pois, se paro o mundo inteiro passa bem na minha frente
e eu não quero ser esquecido ou ficar pra antigamente...

Essa é a arte de rimar,
a arte de fazer você se admirar...
Essa é a batalha dos poetas,
num circo de palavras nós entramos de penetras...
Essa é a batalha dos poetas,
num mundo desonesto rimar é o que nos resta...

Almost a lullaby

Não se preocupe,
estou aqui...
Palhaços eu trouxe,
você vai sorrir...
Por um longo tempo
não estive aqui...
Mas um mago de Oz
me trouxe pra ti...

Por entre castelos, florestas passei...
Na noite infinita teu nome gritei,
você não ouviu, por lá eu fiquei...
Enquanto choravas, eu também chorei...

7777

Em 7 letras as maravilhas se esconderam,
em 7 segundos se passou todo medo
e tudo virou luz, tudo se iluminou...
As trevas se findaram, percebi hoje bem cedo...

Que poder é esse que você tem?
Como é tão fácil seduzir alguém?
Nos 7 cantos alguém grita que te ama...
Juntando as 7 letras, teu nome alguém chama...

De onde vem a solidão?

Quem quer sair e ver a lua?
Toda nua, toda crua, mostrando a sua escuridão...
Quem que flutua? Quem atua? Qual a mistura?
Qual é a sua profissão?

Qual a figura, amargura ou tortura,
qual a clausura que denota o teu coração?
Em que brancura, de que loucura ou ternura,
de onde vem a solidão?

Vem de um buraco, um arregaço (desembaraço),
vem no encalço... Na batida da canção...
Vem num levante, dissonante, dum distante
que num instante faz doer o coração...

Por Favor

Eu fecho os meus olhos

e o agora já passou,

se acabou, virou passado

Os tempos turbulentos e

a tempestade já cessou...

Você secou, perdeu a graça...

E o tempo passa, vai passando

deslizando, sem direção...

Vai te alcançando, ultrapassando,

e te largando pelo chão...

Mas de repente, você levanta

e segue a sua direção...

Mas minha querida, não adianta

sua vida é mera ilusão...

Eu fecho os meus olhos

e te vejo na escuridão...

Dou a volta, volto ao meio

e sem rodeios te estendo a mão...

Venha comigo pelo mundo,

me dê um segundo de atenção...

Segundos são todos iguais, são naturais,

feche seus olhos e eles passarão...

E se passou, não volta mais

e aliás o teu passado nunca me emocionou...

Ficou pra trás, não quero mais...

Apague as luzes dos meus olhos e vá embora por favor...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Entrelinhas

O fim nada mais é que um recomeço,
uma passagem escondida nas brumas que se vão...
Uma dor, que ganha força no apreço,
uma pessoa que, de repente, solta a sua mão...

E vai embora, pra bem longe, escondida na memória,
toma banho nas lágrimas que enfim nos provocou...
Ganha vida novamente nas histórias
que um dia, bem distante, alguém te contou...

Contou e ficou guardado, por anos sem ter um preço...
Anos, que passaram, viveram e tiveram um fim...
Que se acabaram e recomeçaram, tão simples assim...
E continuam indo e vindo, cada dia um recomeço...

Se é um recomeço então nunca foi o fim,
na verdade é um ciclo e sempre será assim:
Um relógio ininterrupto, a canção de um querubin,
o destino e suas peças, pra você e para mim...